11/08/2015
O POETA E A NATUREZA
O poeta é uma rica fonte, que brota agua cristalina, é uma estrela no horizonte, de inspiração Divina! Da vida ele busca o prazer, quer dar muito e ter amor, se ele nasceu para escrever, só escrevendo é criador! Pouco colhe e muito semeia, tem na bondade a riqueza, respeita tudo o que o rodeia, é assim por natureza! Seus poemas confidentes, lembram os rios e os afluentes, mares, pomares , lavradios e são sementes em pousios. Da verdade ele faz certeza, é como um enorme rio que corre. Poesia é Natureza e um poeta nunca morre!!
Nota. Este poema foi escrito no ano de 1999, foi editado na Imprensa local em Pombal e agora reeditado no meu blog.
MÁRIO DE OLIVEIRA
NOSTALGIAS DE MULHER
Naquela tarde com nostalgia, a mulher assim se dirigia, ao poeta seu amigo, carta que guardo comigo e essa amiga assim escrevia: Eu olho a "OBRA" que ele fez, eu que no amor me enganei, somos agora só dois e não três, com a Vida que germinei! Assim lhe respondi então com um aperto no coração, abafando a dor e o grito, eu a quem chamam (o poeta maldito.) Tu que és mulher e mãe, agastada pelo choro da raiva, nesse teu oceano de incertezas, neste rumo que o destino te impõe, envolta que estás pela bruma da maldade. Tu ainda não estás perdida, nunca aceites o amor por caridade e agarra-te com força e coragem ao leme da vida! Tens minha amiga pela frente, um mar de rochas traiçoeiro, um labirinto enorme e perigoso, onde o culpado poderá ser queixoso. Ele que afinal é o culpado dessas lágrimas, de tanta tortura e nostalgia, esse homem que teima em roubar-te a alegria! Mas tu mulher e mãe, tens tudo aquilo que uma verdadeira mulher tem! Tens ainda se olhares bem, um Sol que te aquece e alumia. Tens a força que te dará força para sorrir, essa VIDA que é a tua razão de ser e de sentir!!
Obs.. Este poema foi escrito no ano de 1985 e inspirado numa carta desta mãe desesperada que hoje já é avó, refez a sua vida e é feliz.
MÁRIO DE OLIVEIRA
Naquela tarde com nostalgia, a mulher assim se dirigia, ao poeta seu amigo, carta que guardo comigo e essa amiga assim escrevia: Eu olho a "OBRA" que ele fez, eu que no amor me enganei, somos agora só dois e não três, com a Vida que germinei! Assim lhe respondi então com um aperto no coração, abafando a dor e o grito, eu a quem chamam (o poeta maldito.) Tu que és mulher e mãe, agastada pelo choro da raiva, nesse teu oceano de incertezas, neste rumo que o destino te impõe, envolta que estás pela bruma da maldade. Tu ainda não estás perdida, nunca aceites o amor por caridade e agarra-te com força e coragem ao leme da vida! Tens minha amiga pela frente, um mar de rochas traiçoeiro, um labirinto enorme e perigoso, onde o culpado poderá ser queixoso. Ele que afinal é o culpado dessas lágrimas, de tanta tortura e nostalgia, esse homem que teima em roubar-te a alegria! Mas tu mulher e mãe, tens tudo aquilo que uma verdadeira mulher tem! Tens ainda se olhares bem, um Sol que te aquece e alumia. Tens a força que te dará força para sorrir, essa VIDA que é a tua razão de ser e de sentir!!
Obs.. Este poema foi escrito no ano de 1985 e inspirado numa carta desta mãe desesperada que hoje já é avó, refez a sua vida e é feliz.
MÁRIO DE OLIVEIRA
DESCEM LOBOS À ALDEIA
Piores que os tempos passados, novos tempos voltarão, vamos estando ameaçados, por Gangues Organizados, "lobos" desta geração! Acordei de madrugada, senti uivar na Aldeia, caiu a grande nevada e eles famintos sem nada, chegaram em Alcateia (...) Feliz aquele que granjeia, com frio chuva ou calor, bendito aquele que semeia, como a aranha ele tece a teia e procura o pão com labor!
Sendo bem aproveitado, o suor que lhe cai ao chão, com a enxada ou com o arado, o grão será germinado, crescerá e dará pão! Quem tem o pão da razão, nunca dormirá sem ceia, tempos piores voltarão, mas Deus permita que não uivem "Lobos" na Aldeia.
Nota. Este poema foi inspirado e escrito no ano de 1989 e agora reeditado no meu blog.
MÁRIO DE OLIVEIRA
O CANTO DO ROUXINOL
MOTE
Já comi e já bebi, já molhei minha garganta, eu sou como o rouxinol, quando bebe logo canta.
Andei na cidade à toa, corri ruas e vielas, sondei postigos e janelas, no Tejo andei de canoa. Assim procurei Lisboa, tanto olhei e não a vi e ela ali pertinho de mim. Resolvi então ir jantar, fui à Feira Popular, já comi e já bebi! Olhei e gostei do que vi, nas Docas de Alcântara-Mar, sorrisos e gente a dançar, havia alegria sem fim, era a Urbe juntinha a mim. Vi um belo rosto que encanta e a sede era agora tanta, que convidei a mais bela e de mão dada fui com ela, já molhei minha garganta. Com o fresquinho da madrugada, senti o odor da menina, junto aos cheiros da Marina e estava a noite acabada. De um Bar vinha uma balada e rodava a luz do farol. Já se desenhava o Sol e eu agora mais contente, cantando alegremente, eu sou como o rouxinol! Nesta manhã Outonal, tento vencer a canseira, deixei ao lado a Musgueira e demos um saltinho ao Seixal, passamos no Marquês de Pombal e a beleza é agora tanta, como o amor que nos encanta! Eu "cantei" a noite inteira, porque a gente por "brincadeira", quando bebe logo canta!!
Nota. Este poema foi escrito em 1995 e reeditado agora no meu blog.
MÁRIO DE OLIVEIRA
ÁFRICA NO CORAÇÃO
Oiço a música africana, e o meu corpo fica em "festa", sinto o "cheiro" da cabana e os "ruídos" da floresta. Sinto em mim doces lembranças e com elas esperanças, de poder voltar a ter, o calor e as monções, voltar às grandes caçadas, pois guardo recordações, das inolvidáveis madrugadas! Ai! Como é bom saborear, os doces frutos silvestres, suculentos e tão gostosos, nadar nas límpidas aguas das praias despoluídas e voltar a admirar, os belos corais tão famosos e as mulatas meio despidas! Ainda recordo bem, aquele seu andar gingão de mandioca na mão e as capulanas multicolores, sorrisos simples e sedutores, irradiando simpatia, muita vida e alegria! Africa para mim és desejo, tu tens mistérios e riqueza, terra que há muito tempo não vejo, que tens tanta magia e beleza!!
Nota. Este poema foi escrito no ano de 1995 e foi inspirado na minha vivencia em terras de Moçambique.
MÁRIO DE OLIVEIRA
AMORES DISPERSOS
Por tudo o que eu já vivi, todos somos importantes, foi a viver que eu entendi, governados e governantes! Vale mais o ser que o ter, ter vida e conhecimentos, viver e deixar viver, aproveitando os momentos. Cruzei mares, rios e desertos, sei fazer bem, como se faz, hoje de olhos bem abertos, vivi na guerra e na paz! Estive noutros Continentes, vivi em muitas culturas, modos de vida atraentes, vi belezas e arquiteturas, vivi situações deprimentes! Viajei e conheci cidades, criei vidas, criei versos, fiz e desfiz amizades, tenho amores que estão dispersos!!
MÁRIO DE OLIVEIRA
11/07/2015
SANTO ANTÓNIO MILAGREIRO
Santo António Milagreiro, seu nome também Fernando, de Lisboa é o Padroeiro, chamam-lhe o casamenteiro e brincalhão de vez em quando. Crenças de um Povo Romeiro, com responsos a implorar, ao Santo António primeiro e o popular Milagreiro, faz Milagres de pasmar! É o Santo António dos lares, tão generoso e tão culto, um dos Santos populares, nos Nichos ou nos Altares,
nem só em lugares de Culto. Santo António inspirador, de iluminados poetas, fizeram dele sedutor, em versos e prosas de amor, com estórias de avós para netas! Santo António e as tradições, mais festas e bailaricos, são as marchas e os foliões, cravos de papel e balões, alcachofras e manjericos.
Santo António dá alegria e diz a lenda que arranjava, as " bilhas " que ele partia, nas fontes de fantasia, das moças que namorava!
Nota. Este poema foi escrito em Junho de 2006, para as marchas de Santo António em Pombal.
MÁRIO DE OLIVEIRA
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