2/11/2021



                                                                C I U M E

                        I

É branco aquele altar construído

Assente num grande amor e paixão

Onde guardamos a mais bela Oração

No teu e no meu coração ferido!


                     II

Tudo o que nós fizemos não estou arrependido

Nem afirmo ser minha culpa em contrição

É que a desculpa nunca perdoa a condição

Porque não amar é estar à deriva e perdido !!


                           I I I


Que condição é esta de um Ser errante

De um corpo e outro corpo em união constante

A dar um ao outro de forma desprendida !! 



                            I V


Que estas margens que a ambos nos oprimem

São por enquanto as barreiras que definem

Para onde corre o curso do rio da nossa vida !!



Mata Mourisca, 11 de Fevereiro de 2021


                    O autor

          Mário de Oliveira

2/06/2021


                                               SEGREDOS  E  ANGÚSTIAS


A Liberdade começou por dar lugar à libertinagem

E agora presentemente, vivemos um tempo fora de tempo

Os abusos trouxeram-nos muitas desvantagens

E precisamos de viver em total confinamento !

Viviam-se os prazeres desmedidos do momento

Esquecendo ou querendo ignorar os reais valores

Deixavam-se de lado os verdadeiros sentimentos

Agora vivemos limitados e projectados a novos amores !

Todos vivemos por detrás de uma máscara desconfiados

Temos de tapar os olhos com eles bem abertos

Vivemos em constante " panico " e sempre despertos

Na esperança de voltarmos outra vez a ser amados !

Aprendemos outras formas de comunicação

Cada vez nos comunicamos mais com o olhar

Os nossos olhos transmitem o que nos vai no coração

O nosso olhar vai transmitindo a nossa vontade de amar !

Se passamos os limites o nosso olhar pede perdão

E a palavra de ordem é o distanciamento social

Sabemos agora que o amor é tão importante como o pão

Estamos vivendo uma guerra do bem contra o mal !

Quando me falta a coragem eu procuro o Mar

Olho para o Céu e peço que Deus me dê alento

Volto para casa com nova vontade de amar

Porque confiei os meus segredos ao Mar e ao vento !!



Mata Mourisca, 06 de Fevereiro de 2021

          O autor

Mário de Oliveira

 

2/03/2021


                                               INICIO  DO  ANO  EM  PESADELO


Durante todo o ano de 2020, eu e muitos Portugueses, estivemos e ainda estamos sujeitos a esta terrível pandemia, a que deram o nome de CORONAVIRUS.

A disciplina no cumprimento do uso da máscara e a observância no distanciamento social, contribuíram para que eu não fosse parar ao Hospital. Na verdade, tal iria acontecer, nos dias um, dois e tres de Janeiro de 2021. Comecei por sentir dificuldades em respirar, sobretudo quando estava deitado. Porque vivo sozinho, procurava consolar-me a mim próprio, animando-me com a ideia de que, o que estava sentindo seria passageiro e com alguma sorte, sentir-me-ia melhor na manhã do dia seguinte. Sinceramente, eu já não sabia bem o que fazer. Colocava e tirava o termómetro da minha axila esquerda, mas não tinha febre. Estava cada vez mais ofegante, devido à dificuldade em respirar e entretanto passou-me pela cabeça a ideia, que podia estar a ser vítima de um AVC. De imediato resolvi tomar duas Aspirinas 100mg., na intenção de oxigenar o meu sangue e facilitar assim a tarefa do meu coração. No fundo, eu não queria era ir para o Hospital. Porém volvidos alguns minutos, o meu telemóvel tocou e eu atendi de imediato; Era a minha amiga Marília, que do outro lado me perguntava se estava tudo bem comigo. Obviamente que lhe respondi que, não me sentia bem. Ela de imediato me socorreu e me conduziu no seu veículo ao Hospital. Aquilo que eu tinha evitado durante meses e meses, iria finalmente acontecer, exactamente no primeiro dia do ano de 2021.

Fui então conduzido às Urgências do Hospital Santo André, e fácil é imaginar, como funcionam estes Serviços em tempos de pandemia. Fui atendido com profissionalismo, sendo objecto de vários exames médicos e analises, entre eles as zaragatoas para despiste do COVID 19. Fiquei sentado numa poltrona durante tres dias, recebendo soro fisiológico, ao qual adicionaram Anti-biótico e outra medicação adequada, para me regular a tensão arterial que estava muito alta.

Sinceramente, senti que ali era apenas mais um numero a somar aqueles que já lá estavam quando lá cheguei. Tal era a azafama de médicos e enfermeiros. Porque sofro de diabetes, comecei a sentir muita sede. Porem ninguém respondia aos meus apelos e solicitações. Cheguei mesmo a convencer-me que todos aqueles profissionais eram surdos e mudos. Não era o silencio que me incomodava, mas sim, a ausência de palavras ! Garanto que vivi todas aquelas horas sob uma pressão intensa, porque só me passava pela cabeça que podia estar infectado com o terrível vírus COVID 19.

Na segunda noite, resolvi contactar telefonicamente a minha amiga Marília, na tentativa de saber através dela, pelo exterior, aquilo que ninguém me dizia lá dentro daquele Hospital. Qual a minha situação clínica. A resposta não podia ser mais dúbia e aterradora; ( O Sr. Mário de Oliveira está na na zona COVID.)

Na manhã do dia tres de Janeiro, cerca das onze horas, a Enfermaria onde estávamos foi evacuada e fomos ocupar outra mais ampla e nova, mas reparei que no chão do corredor estava escrito em letras grandes e vermelhas a palavra COVID 19 a espaços de tres ou quatro metros. Ali senti medo e angústia julgando que todos estaríamos infectados. Naquela manhã do dia tres de Janeiro de 2021, terei sentido o que sentiram os Judeus, nas famigeradas marchas nos campos de concentração de Alchevite, quando eram conduzidos às camaras de gaz letal para posteriormente serem cremados nos fornos crematórios! Tudo isto devido à total ausência de informação. 

Finalmente no terceiro dia, uma médica entregou-me uma carta e uma receita para aquisição de medicamentos e os resultados das análises clínicas. Só então fiquei a saber que tinha uma infecção respiratória e não estava infectado com o famigerado vírus. Fiquei finalmente aliviado do terrível pesadelo Tenho dito,


Mata Mourisca, 04 de Fevereiro de 2021

O autor

Mário de Oliveira.


1/24/2021


                                                     A  PANDEMIA  NÓS  E  DEUS


Se eu viver até ao próximo mês de Março, fará um ano que estamos vivendo sujeitos a esta terrível pandemia que já matou milhares e milhares de seres humanos em todo o Universo.

Começo a ter saudades dos tempos em que livremente nos saudávamos com um beijo, com um abraço, com uma ou outra carícia, conforme a ocasião, a vontade e o local onde nos encontrávamos.

Actualmente todos nós vivemos com medo. Sim ! Com medo... Medo do vírus, medo de não termos a vacina a tempo de nos livrarmos desta terrível infecção. Nós estamos todos traumatizados com esta doença, que temos até medo daqueles que são nossos iguais. Se alguém inadvertidamente se aproxima de nós, entramos em stress e já assisti a tomadas de posição rudes e de palavreado baixo e desumano. Tossir e espirrar, são situações que nos deixam constrangidos, quando tal acontece. 

Toda a gente sente saudades, dos tempos em que livremente nos saudávamos, com beijos e com abraços e até outros carinhos ! Agora vive-se o medo. Sim entenderam bem. O medo !! Os Seres Humanos apanharam medo, daqueles que são seus iguais.! Quando por descuido nos aproximamos de alguém, é notório nos olhos das pessoas o medo e a insegurança. Nestes tempos que vivemos nem sabemos bem a felicidade que já tivemos, quando podíamos partilhar uma refeição em paz, amor ou amizade. Quando podíamos dançar inebriados com o perfume da pessoa amada ! É desse carinho que todos nós carecemos para sermos felizes. As festas em familia, ou eventos sociológicos estão agora arredados do nosso dia a dia.

Só damos valor à Liberdade, quando não a temos. Ainda me lembro bem do tempo, em que as pessoas oriundas do chamado Bloco de Leste, dominados que eram pela União Soviética, expressavam aqui no Ocidente os seus horrores, sempre que conseguiam a Liberdade.

Eu nunca iria imaginar que, cinquenta anos após estes acontecimentos trágicos, iríamos viver na Europa situações similares, embora por razões diferentes. Esta falta de Liberdade que o Mundo hoje vive e que nos é imposta pela força das circunstancias, tem a ver com a defesa e preservação da nossa vida, perante um inimigo invisível, subtil e traiçoeiro, a quem deram o nome de CORONAVIRUS !!

Com vacina ou sem vacina, eu afirmo e profetizo que nem todos vamos morrer. Acredito na Justiça Divina e a Humanidade não poderá ser dizimada ! Deus está presente nas nossas vidas e tenho a convicção que esta é a (ESCOLHA) de que nos falam as Sagradas Escrituras!! Certo dia em Moçambique, quando questionado por um grupo de " anciãos " que me questionaram após uma reunião política, se há ou não há Deus. eu respondi que Deus existe para quem acredita Nele. A minha resposta naquele dia, é a mesma que aqui deixo hoje; Deus existe, para quem acredita Nele !! Tenho dito,


Mata Mourisca, 24 de Janeiro de 2021


       O autor

Mário de Oliveira

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1/19/2021



                                                       A pandemia e o governo de Portugal


Estamos a viver os momentos mais graves da nossa Democracia.  Estou apenas a parafrasear as palavras  do Sr. Primeiro Ministro António Costa.

O que o Sr Primeiro Ministro não disse, é que, é  ele e o Sr. Presidente da República, são para mim,  os grandes responsáveis pelo que está a acontecer. ( Bastava para o efeito suprimirem os festejos de Natal e ano novo e todas estas mortes seriam evitadas!

Mas os Portugueses sabem que os políticos falham sempre nos momentos das grandes decisões, porque na realidade Portugal nunca teve políticos à altura dos acontecimentos, com excepção de um ou outro, e recordo aqui o grande Sebastião José de Carvalho e Melo, também conhecido por Marquês de Pombal.

Natal é, ou devia ser sempre, quando nós queremos. Teria sido muito melhor se as festas do Natal tivessem sido suprimidas este ano como acima me referi e peço perdão por me estar a repetir.

Situações graves, têm de ser encaradas como tal e com medidas de contenção adequadas. A versão do Sr. Presidente da República desculpando-se com os valores da Democracia, não me convenceram. Quem governa tem de decidir. Mas o Sr. Presidente quis a todo o custo manter a popularidade para não perder as eleições em detrimento das perdas de vidas humanas. Ele e Sr. Primeiro Ministro, tiveram muito tempo de alterar a Constituição da República e consequentemente de alterar as eleições. Não tem cabimento levar o País para eleições, no meio de uma Pandemia que desde o princípio do ano sabíamos que era a nível global. ( É caso para dizer; O governo adormeceu na forma )

Ora acontece que as medidas de confinamento Decretadas pelo governo, estão a ser insuficientes e desadequadas. Fica-se com a ideia que os erros cometidos são semelhantes ou iguais aos de Jair Bolsonaro, presidente do Brasil. ( Confinar os velhinhos, considerados grupos de risco e pôr as pessoas novas a trabalhar é um erro crasso.) Há muitas pessoas novas que no dia a dia trabalham e fazem aparentemente uma vida normal, mas que são portadores da infecção. Os chamados as-sintomáticos! As pessoas que acabo de referir, nem sabem que estão disseminando a doença.

Na verdade, o governo tem tentado conter a pandemia e ao mesmo tempo mantendo a economia a funcionar, só que na prática isto está provado que não resulta. Isto realmente não é confinamento. Em Março passado, foi confinamento a sério e que produziu os seus efeitos.

Posto isto, devemos ficar atentos porque nada do que está a acontecer, é por mero acaso. Veja-se os velhinhos que já faleceram desde o inicio da pandemia. Será fácil contabilizar pelo numero de óbitos, os milhões que a Caixa Geral de Aposentações e a Caixa Nacional de Pensões deixou de pagar até à data.

A lógica e a verdade ao fim e ao cabo é a seguinte; ( Mais um óbito, menos uma pensão a pagar.)

No actual confinamento, o governo deixou as Escolas de fora, mas os pais têm de ir levar e buscar os filhos. Afinal qual é a lógica de tudo isto? O governo tem obrigação de saber, que o vírus Covid 19 está em mutação e estamos a deparar com uma nova estirpe chamada SARS-Covi-2. Esta nova variante, está a matar pessoas muito mais novas e isso irá entrar nas nossas Escolas e nos ATL. Tenho dito,


Mata Mourisca, 19 de Janeiro de 2021


    O autor

Mário de Oliveira.

1/17/2021


                                                                                   SAUDADE


A palavra mais certa é a saudade

Saudade dos afectos e relacionamentos

A palavra chave é a Liberdade

É a doce saudade dos bons momentos!

Hoje vivemos no epicentro de uma pandemia

Onde as liberdades individuais são limitadas

Longe vão os tempos em que tínhamos alegria

Hoje nem podemos abraçar as pessoas amadas !!

O toque, os beijos e os abraços, são agora uma quimera

O nosso dia a dia, são a monotonia a tristeza e a apatia

Nem sei se a nossa vida volta a ser o que era

Só me restam as lembranças e a beleza da Poesia !!

As notícias na televisão são impressionantes

Os Hospitais estão sobre-lotados com tantos doentes

O coronavírus tem agora outras variantes

Novas mutações que são cada vez mais abrangentes !!

Hoje é Domingo e a minha Cidade está deserta

O Governo Decretou Estado de Sítio e confinamento

Vivemos constantemente em estado de alerta

Não sentimos sossego nem por um momento !!



Mata Mourisca, 17 de Janeiro de 2021


O autor

Mário de Oliveira.

12/27/2020


                                                           O  COVID  19  E  A  VACINA 


O vírus irá talvez reinar mais um ano

Mas ele sabe que vai perder esta guerra

Porque ele é terrível traiçoeiro e desumano

Ele é criação demoníaca e é tirano

Será por certo abolido do Planeta Terra !

A exemplo de muitos ditadores

Que governam com métodos musculados

Num futuro próximo serão derrotados

Numa luta sempre e cada vez mais desigual

Porque o amor e a razão sempre irão vencer o mal !!

A tão desejada vacina já chegou a Portugal

Embora o maldito vírus esteja tentando mutações

Os Cientistas se adiantaram nas soluções

Dois mil e vinte um será o ano da nossa vitória

Acabará o sofrimento e venceremos com gloria !!

O dia vinte sete de Janeiro ficará gravado na História

Foi dada a primeira vacina no Hospital de S, João

Gravarei este numero mágico na minha memória

No ano de dois mil e vinte um milhares se vacinarão

O ano dois mil e vinte não deixa saudade

Em dois mil e vinte um acabará o pesadelo da Humanidade!!!

Futuramente as Comunidades Cientificas devem estar mais prevenidas

Antecipando-se a tão terríveis moléstias

As Sagradas Escrituras anunciam novas Pandemias

Perderam-se milhares de afectos e de vidas

As Economias dos Países foram em parte destruídas !!


Mata Mourisca, 27 de Dezembro de 2020

O autor

MÁRIO  DE  OLIVEIRA