9/23/2018
AMOR CINZENTO
Ao olhar este céu cinzento, o que sinto é nostalgia. Hoje estou no Entroncamento, olho estes blocos de cimento e o amor levou-me a alegria! O amor a mim faz-me sofrer, sinto o meu peito apertado, falta-me alguém a meu lado, mas sou um vencedor e vou vencer, mas não a vejo em nenhum lado! Para amar não há idade, nem condição social, porque o amor nunca é normal, mas também nos dá felicidade e eu amo esta mulher de verdade! Para alguns a sorte corre, para outros a sorte é madrasta, tudo o que eu amo se afasta, pois tudo o que nasce morre, contemplo a agua do Tejo que corre!!
Entroncamento, 07 de Abril de 2018
O autor
Mário de Oliveira
A FELICIDADE NÃO TEM GRAÇA NENHUMA
Socorrendo-me de um pensamento do conhecido humorista português, Ricardo Araújo Pereira, em que diz; ( A felicidade não tem graça nenhuma. ) Na verdade, vejo-me obrigado a concordar com esta afirmação. Porquê ? Veio-me à ideia a vida de alguém, que viveu cerca de uma década, rodeada de mordomias, incluindo moradia de 1ª categoria, veículos de alta gama, cartão de credito e disponibilidade a tempo inteiro, já que a pessoa com quem coabitava detém rendimentos, que lhes permitiam deslocações dentro ou fora do país, quando e à hora que entendiam.
Realmente, ao fim de tantos anos, essa pessoa concluiu que, a felicidade não tem piada nenhuma.
Actualmente, essa pessoa cujo nome omito por respeito à sua liberdade e privacidade, vem sendo obrigada a sobreviver, de algum trabalho precário que eventualmente lhe aparece.
Acabaram-se as viagens de veraneio, em Portugal ou no estrangeiro, não tem qualquer veiculo ou velocípede. Como a felicidade não tem graça nenhuma, eu digo; Quem tem uma boa cama e se deita no chão, pode ser feliz, mas é "burrinho".
Mata Mourisca, 23 de Setembro de 2018
O autor
Mário de Oliveira.
9/27/2017
NOVA GERAÇÃO
Vivemos todos uma nova geração. Geração de homens novos, envelhecidos. Geração de viciados em drogas e prostituição! Mulheres e homens cada vez mais deprimidos, muitos há ainda que não foram atingidos, nesta geração caduca em plena confusão, muitos há também que já estão arrependidos, que se entregam com amor e afinco à vida e a profissão! Vejo-os por aí, novos ainda, mas muito envelhecidos de olhar distante! Eles já não têm de quem receber ou dar amizade. Marginais de uma Sociedade que lhes retira o que há de mais importante, são jovens envelhecidos que já perderam a liberdade. Atualmente, vive-se depressa demais e fazem-se estranhas alianças. Reina o egoísmo, e o supérfluo, em detrimento do amor! Edita-se pornografia nos jornais ao alcance das crianças, assume-se o vanguardismo, dando lugar ao despudor. Assim vão vivendo os novos velhos, cada vez mais mal amados, porque confundem as emoções do amor e da paixão. Eles vagueiam nas grandes urbes, ansiosos e de olhares vidrados. As preferências são as múltiplas drogas a substituir os nacos de pão! Há sempre nestas pessoas um olhar diferente. Eles olham na sua frente, mas com o olhar ausente!! Assim se morre cada vez mais de morte acidental e se torna mais difícil a luta do bem contra o mal .
Mário de Oliveira
9/04/2017
Bárbara Mulher Fatal
Lá longe, bem na lonjura, bem no alto das serranias, ainda há gente boa, linda e pura e por lá dormi em boas companhias! Às vezes aqueles vales parecem rios, os ziguezagues dos caminhos lembram as serpentes, por aquelas paragens os verões são mais quentes e os invernos são muito mais frios! Lá bem no alto das serranias, encontrei Chaves, Edral da Lomba e Vinhais, vivi algumas tristezas e muitas alegrias, situações que não esquecerei jamais! Ali juntinho à fronteira de Espanha, dormi numa cómoda cama sem colchão, comi com satisfação da melhor castanha e trouxe comigo o melhor salpicão! Em Edral se vive do produto da terra e da pastorícia, eu nunca me irei esquecer de Edral, daquela boa gente, pura e sem malícia, minha querida Bárbara! Mulher bela e fatal!!
Mata Mourisca, 04 de Setembro de 2017
Mário de Oliveira
1/07/2017
O DIAMANTE FALSO
Foi com jeito e alguma simplicidade, e com a beleza aparente, teve a astúcia da serpente, esta mulher de meia idade, de verde olhar resplandecente! Carinhosa, muito ardente, de repente me encantou e a vida me transtornou, com juras e falsidade e foi-me escondendo a maldade! Aos poucos veio a claridade, foi-se desfazendo a ilusão, tanta falta de sinceridade, fui chegando à conclusão, eu tinha sido enganado! Não considero desperdiçado este tempo que vivi a amar, resta a chama do seu olhar, que hoje eu sei não ter valor, o que às vezes parecia amor!! Seu jeito dominador, naqueles olhos verdes de menina, tornavam-na mais feminina, ao prazer de um breve instante, aparentando ser diamante! Pedra bela que eu encontrei e que em sete anos lapidei. Parecia ser preciosa, reconheço que me enganei, hoje eu sei que é orgulhosa! É possessa e é teimosa, mas eu sempre com Fé e esperança, dediquei-lhe todo o carinho. Mas foi quebrada a confiança e agora estou sozinho!!
Mata Mourisca, 08 de Janeiro de 2017
Mário de Oliveira
9/11/2016
NÃO DEPENDURAREI AS CHUTEIRAS
Apetece-me muito escrever Poesia, quero transformar a tristeza em alegria, porque na guerra e no amor, eu sempre fui um vencedor! Nasci e cresci aos empurrões, saltei de helicópteros e de aviões, Pratiquei ainda artes Marciais, trabalhei em vinhedos e arrozais, tantas coisas nesse tempo eu fazia, fazia até da noite dia! Hoje eu continuo com a mesma vontade e vou caminhando rumo à felicidade, sinto uma imensa dor, mas também alegria, por ter Deus sempre na minha companhia!
A minha vida tem sido um somatório de asneiras, mas ainda não chegou o tempo de dependurar as "chuteiras"!!
MÁRIO DE OLIVEIRA
8/28/2016
O GRITO DE UM ADOLESCENTE
Tenho dezassete anos, sinto-me inseguro, sem borbulhas no rosto e com muito amor para dar! Só!... Disse-me um amigo muito admirado. Sim, afiancei eu ao meu amigo Abel que muito sisudo me olhava de cima abaixo. Claro que tenho muitos mais desenganos do que tenho de anos! Ele de chofre veio com a pergunta: Não sejas tolo amigo, onde metestes tu os outros cinquenta e quatro ?
Estás para aí com esse olhar jovial, que até fico com a impressão que sou uma peça de velharia! Não amigo. Respondi eu ao Abel. Os outros cinquenta e quatro anos, estão escondidos na aprendizagem, no conhecimento, na saudade e na "tarimba". Torna então o meu amigo Abel a perguntar: Falastes da Universidade de Coimbra? Eu respondi: Não amigo Abel! O que eu quis dizer é que este Mundo no qual vivemos, está todo ao contrário! Portanto eu não tenho dezassete anos coisa nenhuma, mas sim setenta e um e nem mais um!!
MÁRIO DE OLIVEIRA
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