11/05/2015

                                             O MUNDO IMAGINÁRIO DE UM BEBÉ FELIZ


Para quem não me conhece bem, o meu nome é o SIMÃO. Gosto muito do meu nome, de sobrenome Oliveira e da mãe sou Ascenção! Com apenas dez meses, sinto que sou muito amado, em Agosto fui baptizado e apesar da tenra idade,a firmo que sou feliz, "mas senhor do meu nariz." Apetece-me dizer, mas não digo, porque ainda não sei falar, os meus pais são o meu "abrigo", é assim o meu pensar! Articulo apenas sons, desconexos a palrar, as vezes ficam a pensar, que digo papá e mamã e eu não quero contrariar. As vezes o papá até diz: (diz lá papá outra vez.) Eu continuo a palrar, na "língua" que sei falar, que se chama "bebé-guês"! No meu Mundo imaginário, recebo muitos carinhos, estão a nascer-me os dentes, porque é próprio da idade, tenho agora só dez meses e o meu pai diz-me as vezes, (cresce filho em Liberdade!) Tenho muita personalidade, apesar da pouca idade, só quero o que posso ter. Mas digo-vos de verdade, neste Mundo de maldade, estou aqui para vencer. Já me chamaram ministro e eu ainda nem sei ler, primeiro eu quero estudar, pois não nasci para roubar e serei o que eu merecer! Gosto de lugares saudáveis sem tabaco nem palavrões, admiro a Natureza, gosto muito de elefantes e repudio os "TUBARÕES". Escolhi bem a minha ( creche ) onde me sinto muito bem, a Rita é tão meiga, é como uma segunda mãe! Estive em fase de "(viroses)", com todos aqueles sintomas, que toda a gente conhece, escuso-me aqui a dizer o que os dentes fazem sofrer. Oiço os papás dizer: (cada um tem o que merece). Gosto muito de viajar, de ver campos e pradarias. Gosto de festas e romarias e também de ver o Mar e o que me entristece realmente é ouvir mentir e os políticos a falar. Sou amigo do " bom prato " e das sopinhas da mamã, sei guardar bem um segredo e gosto de sumo de maçã. Eu não sou daqueles que choram, por isto, aquilo ou por nada, sou um bebé bem disposto, mas com a fralda mudada. Estou a crescer e vou ser grande, mas o meu desejo ainda é maior, quero toda a gente feliz e um Mundo cada vez melhor!!


Nota. Este trabalho foi feito e inspirado, no dia 17 de Novembro de 2010.


                                                                                                           MÁRIO DE OLIVEIRA



                                                              AS FEIRAS E A SOCIEDADE


Eu comparo as feiras ao Mar, ao Mar que acolhe o aluvião, porque o Mar se agita sem parar, alteroso e a extravasar, zangado ou não, dá-nos pão. Os feirantes são a "erosão" nas feiras e contra a vontade. Eles são as sobras da multidão e queiramos nós ou não, eles também são, gente desta Sociedade! Eles são dignos de louvor, há bons com fama de maus, com chuva vento ou calor, são dignos no se labor, carregando tendas, ferros e paus! São de raiva as marretadas, nas estacas que espetam no chão e bem cedo nas madrugadas, lá se ouvem as pancadas, comparadas ao carrilhão! Eles, vão fazendo as tendas da "ilusão" na mera esperança de vender, alguns rudes sem profissão, bem se esmeram na educação, que as vezes perdem sem querer!


Obs.. Este trabalho foi feito em 2005 e hoje reeditado neste meu blog.


                                                                                                          MÁRIO DE OLIVEIRA



                                                             O VELHINHO REFORMADO


Ele é como a folha de Outono caída da arvore e castigada pelo vento! Lá está ele sentado, pelos anos vergado, lá está ele no Jardim Municipal, dormitando, tentando afastar o sono. Às vezes ao sabor amargo do abandono! Ele tal como ela, a folha murcha e amarela, também se sente mirrado! Amargamente, é o fim que sente! Ele, o reformado, é agora "fustigado" pelo tempo, qual catavento o é pelo vento. À sua mente agora cansada, veem lembranças e mais lembranças de outrora. Daquele tempo! Pela sua cara agora rugosa, que já fora fresca como fresca rosa, deixa rolar à vontade, uma lágrima teimosa, com saudades da mocidade!


Nota. Este poema foi escrito em 1985 e editado no Jornal de Pombal o E C O .   Agora reeditado no meu blog (OPINIÃO E CIDADANIA).

                                                                                                    MÁRIO DE OLIVEIRA

11/04/2015

                                                        A LEI DE TALIÃO


Frequentemente se vê na Comunicação social, escrita e falada, que as penas aplicadas pelos juízes aos prevaricadores e marginais da Lei são eventualmente leves demais e pouco proporcionais, segundo alguns, aos crimes praticados. É comum ouvir na "praça pública" críticas aos tribunais, mais concretamente aos juízes, que têm de pôr em prática as Leis da República Portuguesa. Raramente as penas aplicadas pelos tribunais, reúnem o consenso das pessoas, ou porque sejam demasiadamente brandas, ou pelo contrário, demasiadamente pesadas. Mas Leis são Leis. Os juízes apenas põem em prática, determinada Lei para condenar o suposto criminoso ou criminosos, tendo sempre em consideração, as provas reunidas, as agravantes e as atenuantes..
Em minha opinião, nós portugueses enquanto Sociedade, somos incomensuravelmente insuficientes em (cidadania). Por essa razão, formamos opiniões distorcidas e pior que isso, dinamizamos essas opiniões, consoante nos parece ou nos convém mais.
Mas vejamos: antes demais, só se é criminoso, após a prova do crime, quando há condenação em tribunal e depois dessa condenação transitar em julgado. Além de que, um juiz nunca deve condenar ninguém sem provas, ou com provas insuficientes. Um bom juiz, nunca condena ninguém na dúvida! Há dias, nos Órgãos de Comunicação Social, ouvi que, um homem de nacionalidade estrangeira, fora barbaramente espancado, por ter sido visto a contemplar o fogo que ardia na mata. Pergunto eu? Alguém colocou a hipótese de ter sido outra pessoa o incendiário e não o pobre do homem? Pergunto também se os pirómanos têm algo escrito na testa para os identificar? Convido os respeitáveis leitores desta crónica, a lerem (OS GRANDES JULGAMENTOS DA HISTÓRIA.) Após a leitura deste clássico da literatura, poderão analisar melhor, as grandes injustiças cometidas num passado não muito distante.
Quando este artigo de opinião for editado, não faltará quem julgue e também condene, o subscritor deste trabalho, que não se refugia nem nunca se refugiou por detrás de qualquer pseudónimo.
Quando há tempos a trás, li um artigo de opinião, cujo autor escreveu: que se deviam cortar as mãos aos incendiários e acabei de citar. Porém esse senhor não nos disse, o que devíamos cortar aos pedófilos! Como se esse tipo de intervenção servisse para resolver alguma coisa, ou se acabasse definitivamente com os criminosos.
Às vezes em conversas de rua ou de café, ouvem-se desabafos do tipo, ( os incendiários deviam ser capturados e atirados literalmente ao fogo e queimados.) Então eu pergunto: Onde está a justiça? O suposto incendiário, tem ou não direito a um julgamento justo e equitativo? Sinceramente, a mim choca-me este género de verbalismo, tão pobre quão ignorante.
Fomos nós portugueses os primeiros a abolir a pena de morte, o racismo e outras formas de degradação humana a nível da Europa. Porquê então estes excessos?
A Lei de Talião, é seguramente uma das Leis mais antigas do Mundo. Esta Lei baixou em 1730 a.c. no Reino da Babilonia. O seu significado é o seguinte: (Desforra correspondente à ofensa.) Mais concretamente, consiste na justa reciprocidade do crime e da pena a aplicar, mas já não é olho por olho nem dente por dente.) O entendimento é que o castigo tem de ser sempre equacionado à falta ou ao crime cometido. Porém nos tempos actuais, há um conjunto de Leis, que evitam que as pessoas façam justiça pelas próprias mãos  de forma injusta e desproporcionada. Assim, o princípio (olho por olho e dente por dente.) não devem nunca ser postos em prática de forma meramente arbitrária.
Um país civilizado que se preze, rege-se por Leis, baseadas na cultura ou culturas e até das religiões que os povos professam. Termino dizendo: Os castigos ou penas a aplicar, devem ser sempre em consonância com as faltas cometidas ou aos crimes praticados. Tenho dito.

11/03/2015

                                                                 


                                                          O FUTEBOL E AS NOVELAS


Mundo violento de futebol e de novelas, onde procuramos e não vemos o essencial, vemos muitas "rasteiras e pontapés nas canelas", em que alguns auferem vencimentos muito acima do normal. Sobem os custos de vida e cortam regalias à tropa, mas temos direito a greves recorrendo ao "buzinão", dão-se chorudos vencimentos aos políticos na Europa, porque no fundo são eles que têm o país na mão! vivemos num mundo tão injusto e tão estranho, em que estou de acordo com muitos, não em tudo, que dão vulgarmente valor ao que é tamanho, "comendo" tudo, sem olhar ao conteúdo! A saúde tem pouco relevo nos Orçamentos, a exemplo do que se passa na Educação, há deputados a mais nos Parlamentos e vão ignorando o Cientista e o bom Cirurgião! Mundo estranho, onde se vai falhando de "baliza aberta", Mundo este onde os milhões determinam os campeões, logótipos das marcas registadas sempre alerta, onde o controle é determinado pelos cifrões

Obs.. Este trabalho foi escrito em 2005.

                                                                                               MÁRIO DE OLIVEIRA

11/02/2015



                                                 AS DOCAS DE ALCÂNTARA MAR


Havia milhares nos Bares das Docas, a comer a beber e a dançar. Aspirava-se os cheiros da Marina no ar. Eu tentava penetrar com o olhar, o nevoeiro do amanhecer, estava ali a viver como se fosse a sonhar! Soprava meigamente do Mar, uma brisa teimosa, uma brisa tão fresquinha que nos beijava, beijando também, os que se beijavam a dançar. Vi então, um quarentão oferecer uma rosa, à moça jeitosa que ia a passar! Era notória a confusão, mas com boas maneiras, havia muitos beijos descarados e com muita avidez, comparei as goelas daqueles boémios, aos sulcos das toupeiras. Eles que ingeriam bebidas variadas, com tamanha rapidez. Pouco era o que se me escapava, do que ali se passava e recuei ao tempo duro dos estivadores... Olhei lá para o alto da Ponte sobre o Tejo, onde aquela hora também se trabalhava, ali nas Docas de Alcântara, se comia se bebia se dançava, e se juravam amores. Lá no alto, na Ponte sobre o Tejo, os pontos luminosos eram os soldadores, que iam soldando a Paz o bem-estar e a segurança, eram obreiros na ponte e não estivadores, garantindo assim ao Tejo, a grande Aliança! Olhei o meu relógio, eram já quatro horas da madrugada! Ouviam-se as melodias do samba, num Bar Brasileiro, estava acabada para muitos, mais uma jornada, porque para eles a noite, ia ser o novo dia inteiro. A vida só tem sentido, se vivida de tantas maneiras, porque o amor é imenso, lembrando fonte inesgotável, motivando o Homem a coisas sérias e a brincadeiras, recreando-lhe o Espírito, até ao limite do tolerável!!


Obs.
: Este trabalho foi escrito no Verão de 1996, uma noite nos Bares de Alcântara em Lisboa.

                                                                                         MÁRIO DE OLIVEIRA

11/01/2015


                                                          LA VIPERE BLANCHE


De tous les reptiles connus, "vipère" blanche, tu es la plus mortelle! Tu tues et tu fais soufflir des familles entières, innocentes, avec ta morsure fatale... On afirme constamment dans les"Médias":<Nous allons Lui couper la tète!>Mais la "vipère" meurtrère réussit Toujours à se cacher, parfois déguisée, Assise sur une chaise en bois ciré, Ou meme bien habillée, chemise bien repassée! One a dé jà essayé de la surprendre, Mais elle se cache à plusieurs endroits... Toujours vigilante et attentive Pour attaquer sa proie, et pouvoir faire Sa piqure vénéneuse, la voilá qui glisse, Subtile, à lar encontre de l' innocent... En formant sa boucle, elle est le súplice Continuel de beaucoup de personnes. Mais, aux plus hauts niveaux, il y a un empressement Constant et frémissant: on invente des Lois Afin de formaliser la Peine de Mort Pour toutes les espèces de "vipères", Quelles soient blanches ou pás...mais, Il y a toujours le souci de laisser Un petit trou pour que cette vipère Puísse s' évader-parce que le riche Législateur du profit veut sa part, Et maintenir sa place... Originaire du Pérou, de la Bolivie ou De la Colombie, la "vipère" arrive bien masquée, En héroine ou en cocaine, s' élançant Dans sa piqure mortelle sur la chair fine, Sans distinction... et parfois Sur celle de l' être le plus aimé! La "vipère" peut aussi bien venire Du viêt-nam, que du Cambodge, Ou d' un endroit quelconque, elle tue Dês innocents, dans une vague de mortelle Et de deuil, qu' il soit home ou femme! Mais, heureusement pour l' Humanité, Il y en a beaucoup qui veulent Fuir sa morsure... Après, il faut Résister, et avec beaucoup de foi En Dieu, le Três-Haut, retrouver la vie, Mettre de côté le poison,aimer et être aimé... Mais, ici, bien présent, un désir passionné de ce poète Qu' il vaut mieux ne pás être mordu, Parce que cette maudite "vipère", traitre et cruelle, Est presente partout, préparant son poison, Pour l' injecter dans notre peau...

                                                                                  MÁRIO DE OLIVEIRA